Rosangela 的个人资料SONHOS E ESTRELAS照片日志列表更多 ![]() | 帮助 |
|
|
TRIBUTO AS ROSAS
TRIBUTO AS ROSAS
Às vezes me pergunto: Porque existem as flores no mundo? Teriam nascido sem um propósito Sem um motivo mais profundo?
Não acredito que seja assim, É uma diversidade tão grande de cores. Desde as mais claras, em tonalidades delicadas. Até as de tons carregados, como o carmim.
As flores por mim preferidas, São as rosas, ah! Como são belas. Brancas, vermelhas, amarelas. Enfim, eu amo a todas elas!
O homem que da natureza é co-criador Resolveu as rosas, dar mais cor. E enxertando umas nas outras Rosas, de cores lindas, ele criou.
E a rosa que já era tão manhosa, Com novas roupas se enfeitou. Ficou ainda mais vaidosa, Com as cores novas que ganhou!
Rosangela
CASTELOS DE AREIACASTELOS DE AREIA
Tantos sonhos de amor, nesta vida eu sonhei! Amar e ser amada foi o que eu mais desejei! Meus amores foram feitos de quimeras, Não resistiam a mais de uma primavera.
Sei que foram como castelos de areia, Que existiam somente na minha imaginação. Imaginação que por tão pouco se incendeia, Na ânsia de fugir da solidão.
Meu olhar pela praia deserta vagueia. Lembro-me da infância na praia a brincar, Fazia imensos castelos de areia, Que as ondas do mar vinham desmanchar.
Era tudo alegria e divertimento, Logo outro castelo começava a construir. Mas na praia dos sentimentos, Dói na alma vê-los ruir.
Não quero mais castelos na areia. As ondas são inclementes, violentas. Meu coração cansado de sofrer receia. Decepções, ele não mais agüenta.
Quero terra firme, um porto seguro, Pra meu coração sem medo atracar. Meus castelos de areia deixo-os as sereias. Meus sonhos de amor entrego-os ao o mar!
Rosangela
CRIANÇAS DO MUNDO, PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE
CRIANÇAS DO MUNDO, PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE!
Se as cidades históricas são tombadas, Para que a cultura de um povo seja preservada. Se as matas e florestas são tombadas, Protegidas por leis, para não serem depredadas. Se os animais em extinção, tem leis para sua proteção.
Por que as crianças não podem também serem tombadas, Patrimônio da Humanidade, consideradas?
Por que crianças que nascem no Oriente, Pelos costumes de suas nações têm a infância sacrificada? Pequenas, ainda, em casamento já são dadas. É a cultura, de um povo, que não pode ser mudada. Mas, vidas humanas têm menos valor Que a cultura que a faz dos seus direitos, ser cassada?
A criança, dependendo do meio em que nasceu, Coitada, já nasce a pobrezinha condenada. Ela que é o embrião do futuro cidadão, Deveria ser mais bem considerada. Acima de usos e costumes de seu povo, colocada, Em seu bem estar e integridade, respeitada.
Todas as crianças do mundo deveriam ser tombadas, Por leis, que não permitissem suas infâncias serem usurpadas, Pela falta de instrução, pelos trabalhos forçados, Pela desnutrição e para o sexo serem usadas. Tombadas pra que com dignidade fossem preparadas, Para no futuro exercerem a igualdade e a fraternidade com liberdade.
Igualdade, pra que haja entre os povos, união. Fraternidade, pra que todos se tratem como irmãos. Liberdade com respeito pela cultura, natureza e o cidadão.
Se da criança a integridade, o bem estar e a educação, Fosse responsabilidade de uma Organização Mundial, Que delas cuidasse, não importando, sua origem e Nação. O mundo, como um todo, mudaria em breve tempo, Seria o inicio de uma nova e promissora civilização.
Rosangela
AMOR PLATÔNICOAMOR PLATÔNICO O amor que trago em minha alma, Há tempos não é correspondido. A torturar-me, rouba minha calma, Por ele, muito tenho sofrido.
Só de longe posso olhar, Dar um sorriso bem discreto. Vontade de abraçar e beijar Quando a sorrir, de mim passa perto.
Tento com todas as forças, disfarçar. Meu amor, sufocado, sobe a tona. Minha vontade é a esse amor renunciar. Porém, essa visão, minha vontade detona.
Este amor já não me pertence, A outra se dedica, acaricia e ama. Por mim nada mais sente, Meu coração, seu amor ainda reclama.
Mas o tempo o levou. Levou de mim para sempre. Do que vivemos nada mais restou, Só meu coração, isso não entende.
Rosangela ONDE ESTÃO OS BRASILEIROS?
ONDE ESTÃO OS BRASILEIROS?
O que foi feito dos milhões de brasileiros Que ao Brasil chamavam Pátria amada? Que o Hino Nacional cantavam com respeito Com a mão direita sobre o peito espalmada.
O que foi feito do povo ordeiro, Que aprendia a amar a Pátria desde criança? Foi aos poucos transformado em cordeiro, Em um povo descrente e sem esperança.
Que não sabe mais o que é errado ou é certo. Elásticas ficaram a moral e a ética. Enquadradas no politicamente correto, Perdidas em meio a tanta dialética.
Nas escolas, sem aprender, a criança é aprovada. Fora de moda agora é ser honesto. Poucas são as consciências politizadas, Permitindo que progrida o desonesto.
Pra onde vai o meu País tão varonil, Com seu povo sendo feito de idiota? Como ovelha, mantido no redil, Não se ouve mais a voz dos patriotas.
Pobre gente brasileira Que pra sua Nação não dá importância. Mantida servilmente na coleira Acredita-se feliz na sua ignorância.
Rosangela
Inspirado no Hino Nacional Brasileiro EU E O TEMPO
EU E O TEMPO
Estava perdida em meus pensamentos Até que ouvi um rumor seguido de movimento. Olhei e próximo a mim eu vi estranha figura, Era diáfana e estava com a mão na cintura.
Trazia uma ampulheta na outra mão E por ela, célere, descia areia fina. Surpresa batia forte meu coração, Pelo inusitado, fora da minha rotina.
Quem era aquele elemento Que do nada surgia em minha frente? Qual é senhora, o seu talento? Perguntou-me ele, de repente.
Perscrutei na minha mente Pra ver se encontrava a resposta, Que deveria ser precisa e coerente Pra não fazer feio, a sua proposta.
Por minutos a mente eu vasculhei. Fui diligente em minha procura E aliviada a resposta encontrei. Gosto de fazer rimas, senhor! Meu talento está na literatura!
Quem é o senhor que assim me interroga? Desculpa-me, não me apresentei, sou o Tempo! Há! É o senhor que a todo instante me prova E que me faz viver em verdadeiro tormento?
Por passares por mim tão apressado, Não me deixas espaço para a concentração. Meus poemas ficam, assim, inacabados. As rimas, do jeito que vêm, embora vão!
Rosangela
SAUDADE NO VIRTUALSAUDADE NO VIRTUAL
Somos seres transmutados De sentimentos diferentes Teremos assim tanto mudado Ou estamos mais carentes?
Estamos aprendendo a amar O nunca visto e está distante, Emoção permutada no teclar A alegria fica impressa no semblante.
Saudade na amizade virtual Na atualidade é coisa bem natural Pela troca de sentimentos, empatia No contato pela net no dia a dia.
Como é a pessoa fisicamente A imaginação se põe a trabalhar, Suposições que ficam na mente Sendo esta a nova forma de amar.
Sentir saudades sem se conhecer, Saudades do contato virtual. Esse contato que faz nascer Um amor diferente, porém real!
Rosangela
ESTE HOMEMESTE HOMEM
Este homem ao entrar em minha vida, Fez de mim uma nova mulher. Por ele sou valorizada e querida Dá pra sentir que ele muito me quer.
Envolve-me com seu jeito, Colocando magia em meus dias. Meu coração bate forte dentro do peito: É desejo, é paixão, é poesia!
Sob o céu estrelado, abraçados. Nossos corações vibram no mesmo pulsar. Pelas estrelas somos testemunhados, Juntinhos, grudados a nos beijar.
Juras e promessas de amor São feitas a luz do luar. Nossos corpos aquecidos no mesmo calor Apaixonados, ficamos a namorar.
Este homem conquistou meu coração. Por isso, terá o melhor que tenho em mim. Rendo-me ao seu amor e paixão. A este amor eu brindo e digo sim!
Rosangela
GAYA
GAYA
Gaya, mãe Terra Distante vai o tempo Em que era reverenciada.
Tempos modernos onde a ambição impera E aqueles que de ti nasceram, São os mesmos que te fazem guerra.
Derramam sobre ti sangue, Seja de animais indefesos Ou de irmãos por um pedaço de terra.
A ganância os consome em volúpias, Esquecidos de que a ti voltarão um dia. De ti nasceram e a ti retornarão Da mesma forma que chegaram, partirão, Sem nada em suas mãos.
Gaya mãe querida, O que fizemos de ti?
Vestimos tua superfície em estranhos trajes. Perdeste tua primitiva aparência. Onde predominava o verde das matas E o marrom do solo batido, Vestimos-te de concreto armado.
Nas cidades esquecemo-nos de ti. O belo é feito de concreto e ferro. Como artérias corrompidas, o asfalto cinza escuro. O horizonte que era longínquo e parecia inatingível Agora, cada vez mais perto, nas paredes e nos muros.
Será que estamos sendo contigo corretos? Sufocada sob tantas malhas frias, Sinto a opressão que vive e sufoco contigo. Suas árvores cortadas em larga escala, Seus rios e mares poluídos.
Será mesmo que tudo isso é preciso? O progresso pede isso? Oh Mãe Gaya! Precisamos a ti retornar. Não quando a morte, nosso corpo reclamar. Mas sim, aprendendo a ti, preservar!
Rosangela
FLOR DE CÁCTUSFLOR DE CACTOS
De inóspita planta, o cacto. Surge flor de rara beleza À visão causa impacto Este capricho da natureza.
Os espinhos podem ferir A flor causa admiração É um contraste a seduzir Aos sensíveis de coração.
A quem esta flor quer, Tem que saber como apanhar. É como o coração da mulher Sensível ao se entregar.
Os espinhos são como a mente Arguta a proteger o coração De quem por capricho somente A flor quer arrancar com as mãos.
Para sentir da sua pele a maciez Beba o néctar que da alma emana. Não a desmereça em sua altivez Coração de mulher é obra em filigrana.
Rosangela
IMAGEM DE MÃEIMAGEM DE MÃE - POEMA PRA MARCELA
Vejo no rosto da jovem mãezinha O amor transbordando em ternura. Com carinho protege sua filhinha Que em seu colo, graciosamente, é segura.
Metamorfose que só a maternidade É capaz de tão rapidamente operar. Com o parto nasce também à maturidade De quem sabe que tem alguém pra cuidar.
Pequena boneca que não é de porcelana Necessita cuidados e muita atenção. Com dor, o colo da mãezinha, reclama. Esta, se pudesse, tirava-lhe a dor com as mãos.
Ser mãe é mesmo algo sublime, Dizem que é no paraíso padecer. Esta frase a verdade exprime, É um longo caminho a percorrer.
Amor de mãe não é simples quimera. Tão logo dá luz a sua criança, Este amor se expande e tudo supera. A jovem mãezinha fica doce e mais bela.
Rosangela
ROSA COR DE ROSAROSA COR DE ROSA A MENINA MALTRAPILHAA MENINA MALTRAPILHA
Olho pra menina maltrapilha Sentada na guia da calçada. Isolada, qual se fosse uma ilha Pelos que passam, ignorada.
A sujeira impregnada na pele, Roupas rotas cobrem-lhe o corpo. Seus olhos são duas pérolas negras Destacadas, engastadas no rosto.
Ela olha os carros que pela rua vêm Sentindo do asfalto, o forte mormaço. Abandonada, não tem ninguém. Nunca recebeu um carinho, um abraço.
Ali sentada sua imaginação voa. Vê-se no banco do carro que passa, Sentada atrás com outras pessoas Feliz, sorrindo e fazendo graça.
Sonha que é uma grã-fina. Como se o sonho fosse verdade Por um instante sorri a pobre menina, Esquecida da sua triste realidade.
O estomago ronca pedindo comida. O sonho acabou ela tem que se virar. Levanta-se a maltrapilha menina sofrida Pela sobrevivência, tão cedo já tem que lutar.
Rosangela
AMOR OU PAIXÃO?
Será amor ou será paixão?
Como definir o sentimento?
Ambos arrobam o coração,
Sem pedir consentimento.
Palavras de carinho, soltas pelo ar.
Faz o coração tremer, se alegrar.
Caem sobre a alma como refrigério,
É o sentimento com seus mistérios.
Na pergunta, fica a duvida que é cruel.
O que sinto é amor verdadeiro,
Ou é paixão que é selvagem igual corcel,
Escoiceando pra derrubar seu cavaleiro?
Só o tempo
Que no seu tempo passa
Trará consigo a definição
Se o que se sente é amor verdadeiro...
Ou se é apenas arroubos da paixão!
Rosangela
O MOÇO, A MOÇA E A CHUVA.Caminha o moço pela rua Capa e sapatos molhados, Anda ligeiro sob a chuva Estivera ali ano passado.
Chovia, a rua estava deserta. Uma silhueta, sua atenção, desperta. Não distante, na outra calçada Uma moça toda molhada.
Causou-lhe tão forte agitação Que da chuva ele até esqueceu. Descompassado bateu o coração Num impulso até ela, ele correu.
Seria amor à primeira vista? Ao alcançá-la ficou paralisado. A emoção, do olhar, saia em chispas. Um na frente do outro, parados.
A boca subiu o coração. Queria dizer palavras bonitas Mas, a fala sumiu com a emoção. Ela por sua vez muda, apenas o fita.
Olharam-se longamente Sorrisos tímidos envergonhados. Por fim seguiram seus caminhos, Cada qual para o seu lado.
Debaixo da chuva ele relembra A moça bonita que avistara. Da forte emoção que sentira Que num impulso a moça, o levara.
Rosangela
O SONHADOR E A SEREIANa praia um calor escaldante,
O céu de estrelas recamado.
Na orla da praia um moço errante
Escrevia com o dedo na areia, agachado.
Ele não era um pescador Era um romântico, um sonhador. Viu algo que se movia além da areia
Incrível visão; era uma sereia!
Quem encantou a quem?
Impossível saber no momento.
Não viam nada e nem ninguém,
Nem barreiras ou impedimentos.
O moço prometeu a noite voltar
Ao escurecer lá estava a sereia
Olhando pra praia sem o avistar
No céu as estrelas, na praia, só areia.
O moço não voltou; não a queria.
Seu olhar vagueou ao longe
A noite se fora, era quase dia.
O sol despontava no horizonte
Seu amor, esquecido, ela pranteia.
Ele no seu coração se eternizaria
Volta pro oceano a doce sereia
Some nas águas, ao amor renuncia.
O sonhador considerou ilusão.
Acreditou que por causa do calor
Na praia adormeceu e sonhou.
Não ouviu a voz do seu coração!
Rosangela
DESAPEGODESAPEGO
Amor e paixão... As histórias são tão parecidas. No começo a felicidade sentida. Depois, traumas na separação.
Carinho... Caricias... Presença. Tecem uma teia emocional De dependência intensa. Nasce o apego, afinal.
Este apego é cruel inimigo, Acaba com a paz e o sossego. Desapegar-se é preciso... Ah, o desapego! Difícil é sair desse enredo.
Amor... Amor... Amor... Pode ser virtual ou real, Seu final tem sempre dor, Para quem de si, fez entrega total.
Rosangela
![]() OLHOS, JANELAS DA ALMA.
OLHOS, JANELAS DA ALMA.
Os olhos, da alma, são as janelas. A verdade esta frase encerra.
Quando nos teus olhos, Os meus estão mergulhados, É como se um tesouro Eu tivesse encontrado. Em êxtase ficamos os dois, Entramos em comunhão.
É o encontro Do teu com o meu coração. A comunicação é feita por telepatia, Não usamos palavras, É permutação de energias.
Arrebatados, esse sentir nos encanta, Calados, unidos por doce magia. Este encantamento nos imanta Nossas almas, em profunda sintonia.
Meios sorrisos nos lábios marcados, Que permanecem semicerrados, Para que as palavras Não quebrem o encanto, Não desfaçam a magia Deste momento que nos extasia.
Rosangela
LAR, ESCOLA BENDITA.LAR, ESCOLA BENDITA.
Família é laço sagrado, É a nossa escola maior. Mesmo não sendo do agrado, A que temos ainda é a melhor.
Começar a primeira lição, Conjugando o verbo amar. E por não haver outra opção Em seguida, conjugar o verbo aceitar.
Desapego é outra lição Aprender a dar de si, se doar. Dosar energia e brandura na ação. Hum! Esta lição é difícil acertar!
Paciência é dever de casa A exigir tolerância e boa vontade. Sem ela o lar queima em brasa, Não existindo afeto e amizade.
No lar que se faz de escola bendita, O caráter é aos poucos moldado. O que se aprende, leva-se pela vida. No coração, pra sempre, é guardado.
Rosangela
SORTE NO AMOR???SORTE NO AMOR?
Respiro amor, Transpiro emoção! Meu alimento é o calor, Que recebo de outro coração.
Por alguns já fui amada, Amada até com devoção. Por ser faceira, sou desejada. Mas, vivo sempre na solidão.
O amor chega à hora errada, Vem carregado de impedimentos. Que sorte mais azarada, Assim, sozinha eu vou vivendo.
Amo e sou amada. A vida explode em contentamento. Feliz, passo por meses, enamorada. Depois, por anos de sofrimento.
Não quero mais amar, Desisto, enfim, desta condição. Sei que vou viver sem ar, Dentro do peito, morre o coração!
Rosangela |
|
|